sexta-feira, 8 de maio de 2009

AS ESCULTURAS DO ANTIQUARIO MARCO ANTONIO FIGUEIREDO NA FEIRA DE ANTIGUIDADES E DESIGN DO MuBE


AS ESCULTURAS DO ANTIQUÁRIO
MARCO ANTONIO FIGUEIREDO

FEIRA DE ANTIGUIDADES - MuBE

Hei Marcão!

Eu o chamei assim e pedi que me concedesse essa entrevista. Não deu outra, sentamos no jardim do MuBE e começamos a conversar, o domingo estava mesmo para isso; todo ensolarado com as artes expostas e o publico, que, seguindo a sugestão de São Pedro ia chegando.
Nós dois, eu e o Marcão de frente para o balé de esculturas, que como um excelente coreógrafo, nosso entrevistado, arranjou, para chamar a atenção dos visitantes. Muito bonito, no próximo domingo, você leitor, também ira la ver, não é? Ele faz isso há oito anos, lógico, para nós apreciarmos.
Marco Figueiredo começa a narrar sua história, contando-nos que sua mãe tinha muito bom gosto, procurava o exclusivo, gostava e entendia de bonecas antigas, tinha mesmo a proposta de coleciona-las, era uma mulher de cultura. Ela, sua mãe também colecionava toalhas de linho para banquetes e colchas finas para cama, curtia muito fazer isso, afirma Marcão.
Cresci vendo e acabei dando valor ao que minha mãe fazia. Aprendi a colecionar assim, fui junto muitas vezes, acostumei e comecei também. Eu comprava jóia, fui me aprofundando no conhecimento, passei a entender de bronze e mobiliário. Comprava e vendia, daí para frente não parei mais. Cheguei até a trabalhar no mercado de troca na Rua Major Diogo.
Por muitos anos eu vendi antiguidades na frente do restaurante Rodeio na Rua Haddock Lobo, eu passava a noite toda lá, expunha jóias, curiosidades, art-noveuax e decô, marcassitas e coisas que pessoas de bom nível pudessem se interessar. Bons tempos!
Montei loja, logo em seguida fundei a Feira do Bexiga, participei da Feira de Antiguidades da Rua do Carmo, da Feira de Antiguidades do Masp e do Shopping Iguatemi. Montei loja na Rua Oscar Freire, na Alameda Maracatins, depois há oito anos atrás começamos essa Feira de Antiguidades – MuBE.
Muitas vezes exponho peças em leilões.
Eu já tive em mãos muitas obras, realmente importantes; nesse ramo é muito comum, mas é meu trabalho e quando aparece um cliente que se encanta, com alguma obra minha, eu sou obrigado a dispor dela, mesmo assim ainda preservo boa coleção de quadros de autores brasileiros e europeus. É para meu deleite.
Eu vendi muita obra boa, de autores brasileiros, para a Pinacoteca do Estado de São Paulo.
É prazeroso trabalhar com artes e antiguidades, todo dia tenho alguma surpresa, novidade ou coisas diferentes para ver, comprar ou vender. Não canso nunca. Sabe?
Eu viajei muito para ver e comprar objetos de arte. Aprendi, colecionei, vendi; olha! É um mundo exclusivo e infinito.
Arte é infinita, quando penso que aprendi algo, logo surge outra coisa que me desperta a curiosidade, também sem fim, vou me aprofundando, o tempo vai passando, coisa que nem noto. A gente vai aprendendo... aprendendo!
Eu li muito, tem muito artista bom, que admiro e respeito, não vou citar um especialmente, para não deixar os outros todos sem a devida importância. Sempre é com muito prazer que convivo com meu ramo de atividade, desde de 1970, até hoje.
Minha idéia é que a arte vai permanecer, em coleções particulares, ou em Museus. Assim fica tudo para a evolução da História da Arte e seus estudiosos. Eu sei que muito se perde, mas o colecionador, que está sempre atento, na maioria das vezes, chega a tempo de fazer o resgate de alguma peça importante. Do contrario, não duvido, vai tudo para a fogueira. Se não existissem os colecionadores a arte sacra não teria sido preservada, criou-se o interesse através da arte do colecionismo. Tudo teria sido trocado pelo novo, mais moderno. Não sobraria nem fragmento. A prataria brasileira teria sido toda derretida, não teria sobrado nada. O colecionador é sempre o estudioso, de bom gosto, que procura o exclusivo, sabe sua história e divulga todo seu saber. O historiador precisa deste documentário para defender suas teses. Não se pode perder nada.
Cabe ao antiquário e ao colecionador este trabalho. São verdadeiros heróis!
Hoje aqui na feira eu apresento algumas peças importantes, como: bronze e marfim do escultor francês Becherel. Uma belíssima escultura romântica, representando um nu de um escultor, também francês que assinou Marqueste. Apresento também um dorso no tamanho natural de um escultor italiano, com assinatura. Um rico oratório do período barroco, brasileiro, policromado, século XVIII, todo original. Essa escultura de A. Faccioli em mármore de carrara da década de 1930 ou 40.
Fica a todos interessados e curiosos, meu convite para que venham ao MuBE visitar a Feira de Antiguidades, mesmo que seja só por curiosidade. É com prazer que eu atendo todos que me solicitam.
Fone: 011 – 5549 7096

LÍBANO MONTESANTI CALIL ATALLAH


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