sábado, 9 de maio de 2009

CEZAR CÉZINHA FREDERICO CEZAR OLIVEIRA LOTTI “O ANTIQUÁRIO” DO RIO AO MuBE COM LÍBANO CALIL ATALLAH

CEZAR
CÉZINHA
FREDERICO CEZAR OLIVEIRA LOTTI

“O ANTIQUÁRIO”
Mano! Eu quebrava as coisas da minha mãe, só para ela, depois, jogar fora, era tudo muito feio, não gostava daquela velharia. Era minha idéia, eu tinha que redecorar tudo. Haja paciência, ela me dizia sempre.
Foi só completar a maioridade e ganhei um apartamento, minha mãe me deu para eu ir morar sozinho, foi da hora!
Mas praga de mãe pega, deu certo, acabei nos brechós da vida comprando quinquilharias, estava sempre atrás de boas peças, para decorar minha casa; olha! O tempo foi passando e não parei até hoje. Acabei gostando de ser antiquário.
Depois, eu ouvi minha mãe dizer muitas vezes, filho deixa disso, sai dessa. Ela achava que eu deveria trabalhar com meu pai, enquanto eu pegava peças dela para minha coleção. Levava tudo para minha casa.
Minha primeira loja foi em Copacabana, era em um período que as antiguidades tinham cotação muito alta, as pessoas procuravam peças artísticas, tinham bom gosto e compravam por puro prazer, sabiam o que compravam.
Hoje, as pessoas compram por tendência e investimento, é um pouco diferente, conhecem o valor real da obra, do artista, consideram sua beleza e estética, a qualidade da peça e também compram por que gostam, mas priorizam o seu valor material.
Vivi muitas histórias engraçadas e interessantes, apenas no momento não consigo me lembrar de alguma. Todas se referem, ao começo de minha trajetória, a um relacionamento, alguns interrompidos, até conseqüência de cronograma. Enfim em outra oportunidade farei questão de contar.
Estudei bastante, ainda o faço, mas é o suficiente para meu próprio desempenho profissional e que preciso conhecer muito mais, o que sei da para ir levando uma vida independente, pretendo me aprofundar para continuar progredindo e por que na arte é assim, todo dia a gente aprende algo diferente.
Durante a entrevista Cézinha interrompia constantemente seu depoimento, era sempre por solicitação algum de seus visitantes, seu stand é muito concorrido, até por colegas. Muita gente pergunta das pratas, dos vidros, porcelanas e vasos que expõe. Todo domingo é assim, afirma feliz, hora troco, hora vendo e hora também compro.
Não tenho especialidade, trabalho com tudo que gosto, claro que examino a qualidade da peça, ou a importância do artista antes. Tenho que oferecer coisas aos meus clientes.
Tudo que tenho forma um acervo de gênero variado mas de bom gosto. Claro que meu expectador já sabe que sou exigente e apresento sempre boas peças. Pelo menos é na maioria das vezes; a opinião deles, todos.
Cézinha conta que viajou muito, principalmente atrás de boas peças, divertiu-se e aprendeu muito, meus clientes me cobram esse tipo de conhecimento adquirido nas fronteiras da convivência. Salienta seguramente.
Estamos sempre no inicio, neste ramo com idéias, intenções, invenções, projetos, etc. A gente reinicia a cada tempo. Nos adaptamos as circunstâncias, que hoje em dia são cada vez mais adversas. Gosto de estar atuando para dar suportabilidade para essas mesmas adversidades, que na vida são sempre surpresas econômicas, políticas, sociais, culturais, etc.
Em nossa profissão o respeito pelas pessoas que atuam junto de nós é imprescindível, são pessoas com mesmo conceito, que possuem espírito elevado, pois estão sempre atrás do belo e do autentico, não se pode despreza-las nunca, para isso devemos ter muito preparo, qualquer distração podemos perder até nosso bom nome.
Cézinha demonstrou muito cuidado com a aparência de seu stand, com a qualidade dos objetos e o primor em decorar a mesa, para bem exibir e atender sua fiel clientela. Acha que assim estimula os colegas a fazer o mesmo, tudo para o bem da Feira.
Um evento de alto nível precisa se apresentar bem para seu publico. Precisamos promove-lo sempre.
Apesar de termos boas freqüências, as pessoas são cultas e de muito bom gosto, isso os faz tornarem-se fieis.
Eu gosto de fazer meu trabalho, contando histórias de minhas peças, informando tudo para meu cliente, acho que o saber diverte a todos, informação, neste ramo tem que precisa,é claro!



LÍBANO MONTESANTI CALIL ATALLAH


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FEIRA DE ANTIGUIDADES - MuBE