sábado, 15 de agosto de 2009

"DANIEL MARCEDES TERTO" O DICÍPULO DE GILBERTO GERALDO - FEIRA DE ANTIGUIDADES DO MuBE


MAURI RUFINO BONA VOGHI E DANIEL TERTO


"DANIEL MARCEDES TERTO"
O Discípulo de Gilberto Geraldo
tertoquadros@ig.com.br

First, I want to communicate that for months now been trying to get my friend Daniel Terto, some statements about his role as antique dealer. Respected and successful it with its simplicity, could hide from all of us originated as a professional.

Primeiramente, quero comunicar que já há meses venho tentando obter de meu amigo Daniel Terto, alguns depoimentos sobre sua atuação como antiquário marchand. Respeitado e bem sucedido ele com sua simplicidade, conseguia esconder de todos nós sua origem como profissional.
Tínhamos um amigo comum, o senhor George Homenco, que recentemente nos deixou. Que Deus o tenha.
Bem! Esse senhor, quando me apresentou ao Daniel a pelo menos seis anos atrás, deixou-me bem frisado de que estávamos diante de um artista. Lembro-me que naquele momento, o próprio Daniel Terto, escondeu-se atrás de sua já característica humildade. Tentou não dar importância à afirmação de George. Salientou inclusive que era coisa deixada em seu passado. Já era!
È verdade também que esse primeiro domingo de agosto estava muito propicio para uma boa conversa, e ainda acompanhada de um café expresso, nos jardins do MuBE. Desta vez eu Líbano Calil Atallah, paguei a conta. Nas outras todas; o Daniel não me permitiu.
Eu não sabia ainda de sua origem espanhola, muito menos italiana. Temos ai um genuíno brasileiro puro.
Ao iniciar a entrevista Daniel Terto consegue me surpreender, disse-me que foi estudante de pintura acadêmica e que posteriormente passou a ministrar aulas. A questão é que ele foi aluno, nada mais ou nada menos, do que de Gilberto Geraldo, premiadíssimo. Hiper-realista que neste momento ainda está cursando doutorado na Rússia.
Esse pintor brasileiro é simplesmente grandioso. Eu tive o privilégio de estar em exposição junto dele no Salão Paulista de Belas Artes de 2001. Nós fomos premiados. Mas o sucesso de Gilberto Geraldo foi arrebatador. Apresentou-nos uma obra belíssima que retratava um Fogão A Lenha. Não havia quem não ficasse estupefato, diante de tamanha magnitude. Sinceramente!
O Daniel como eu; somos fãs de carteirinha deste artista. Ele afirma: Gigante!
Daniel passou a narrar sua história: Em um determinado dia, resolveu que iria realmente se dedicar a arte, mais propriamente a pintura.
Saiu de manhã disposto a encontrar uma escola. Morava na zona Leste. Tomou o ônibus dirigindo-se ao centro da cidade, no caminho, ainda na Penha, leu em uma placa, colocada em frente a uma casa: Aulas de Pintura. Mesmo assim seguiu viajem. Como não teve sucesso em sua empreitada, resolveu voltar para casa. Não obstante, ao avistar novamente a placa oferecendo aulas, resolveu interromper a viajem.


Fui até lá pedir informações sobre o curso. Não tive dúvida, imediatamente fiz a matricula e comecei a estudar no mesmo dia. Foi em setembro de 1987.
Daniel me afirma que seu professor, Gilberto Geraldo, já nasceu bom. Sua primeira exposição foi na Faculdade Camilo Castelo Branco, ele contava com apenas dezesseis anos de idade.
Foram dois anos de muita arte, aprendi bastante.
Com as oportunidades que me foram aparecendo, passei a ministrar aulas. Foram dez anos e muitos alunos meus se tornaram artistas de sucesso, ganharam prêmios e fizeram exposições. Vendiam muito, até mais caros que os meus trabalhos.
Por volta do ano 2000 passei a trabalhar no atelier de restauração de Roberto Mitsuuchi. Virei restaurador. Trabalhei alguns anos nesse ramo. Por força do meu relacionamento comecei a comercializar quadros antigos, brasileiros ou não. O tempo foi passando, fui ganhando interesse, vi que financeiramente compensava, fui progredindo.
Hoje já contam oito anos de atividade no ramo como marchand. Trabalho em companhia de meu prezado sogro, meu sócio. Ele é muito pé-no-chão, grande amigo também.
As coisas funcionam mais ou menos assim: tudo que eu compro ele vende. Eu vou a um comerciante, faço a compra, ele vai ao mesmo galerista, com o jeito seguro, que é uma característica dele e acaba conseguindo um preço menor. Só ele mesmo. Consegue sempre um preço melhor na compra e na venda.
Mauri Rufino Bona Voghi. Seu nome é muito importante para mim, ele é meu sogro. Cheio de boa vontade.
Nós gostamos muito desse assunto, compro quadros, que muitas vezes o mercado despreza. Procuro trabalhar com obras que realmente aprecio. Certifico-me da autenticidade e da procedência, antes de tudo, em seguida vou pelo meu olho clinico. Sempre deu tudo certo. Nossa proposta é realizarmos negócios corretos.

Nem sempre os artistas que dispomos são os mais importantes e procurados, mas são ao mesmo tempo reconhecidos pelo talento e compromisso com a arte.
Algumas peças de nosso acervo têm grande valor estético, são muito bonitas, decorativas. Características que ajudam nesse tipo de comercio. Despertam o interesse do espectador, que acaba comprando.
Aconteceu comigo um caso muito curioso: eu vendi um quadro a um amigo por mil reais, era do famoso artista pintor, Campão, uma paisagem paulistana. Essa mesma obra acabou entrando em um leilão e foi vendida por vinte mil reais.
A situação não nos foi muito favorável, mas é esse tipo de situação que nos estimula e nos instiga a continuarmos nesse ramo. Vimos à peça valorizada, mesmo não sendo mais nossa. É curiosíssimo. Agora ficamos apreensivos tentando localizar outro quadro importante. Não importa se não ganhamos muito dinheiro, é pela emoção mesmo. Ao mesmo tempo permitimos aos nossos clientes a chance de realizarem bons negócios.
Nós temos, eu e meu sogro, um bom acervo, podemos dizer; grande acervo. Não é médio não. Salienta o Daniel Terto.
Nós não concorremos com nossa clientela, não. Está tudo a venda, a disposição dos interessados mesmo.
Nós não decidimos se formaremos um acervo próprio para mantermos particularmente. Ou para uma instituição que no futuro pode vir a ser formada. Isso é muito incerto. Mas pode ocorrer um dia.
Eu gostaria de ver meu filho um dia atuando nesse mesmo ramo, tipo: continuando nosso trabalho. Continuando a divulgar a arte e até convivendo com ela. Levando conhecimento por todo o Brasil. Principalmente nesse interiorzão largado. Por onde os acessos são muito difíceis e as pessoas ignoram o que significa lidar com o belo. Elas precisam dessa condição.
Eu penso que a arte, digo principalmente a pintura, ainda hoje é muito elitizada. Para os mais pobres torna-se muito mais difícil, inclusive para confeccionar, exatamente por causa do alto custo de materiais de qualidade, etc.
Eu acredito que as pessoas que tem mais condições de auxiliar aquelas menos providas, se conseguirem de alguma forma efetivar essa transferência de conhecimento no campo da arte. Se elas dedicarem uma pequena parte de seu tempo, com afinco, a essa tarefa, sem duvida poderão ajudar a revelar grandes e verdadeiros talentos, nas artes ou em outros tantos ramos do conhecimento e da cultura.

LÍBANO MONTESANTI CALIL ATALLAH

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